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Conceito/ Criação/ Perfomance Lígia Soares e Rita Vilhena Música Rui Lima e Sérgio Martins Produção (Portugal) Máquina Agradável Produção (Holanda) Baila Louca Residência O Espaço do Tempo Apoios Câmara Municipal de Lisboa e Teatro Praga.

THE LUNG partiu de uma experiência de tornar a palavra íntima do corpo procurando olhar as suas funções primordiais e necessariamente dependentes: respiração e opostos, pulsação e dialéctica.

Através da repetição duas mulheres sujeitam a linguagem às leis orgânicas do corpo até fazê-la fundir-se neste, a linguagem transforma também o corpo e muito cedo é difícil dizer o que iniciou a palavra ou o movimento. Costas que falam, palavras que respiram. Duas possíveis aberrações: a linguagem como função meramente orgânica, ou um corpo sem cabeça como ser falante.

Em THE LUNG, a representação do sistema respiratório baseado na oposição das palavras é também uma possível representação da vida através da ação das palavras. Em termos físicos as artistas começaram pela exposição e observação das costas nuas a respirar. Esta imagem associada a um movimento repetitivo levou à deformação e objetificação do corpo tornando-o uma espécie de órgão pulsante e, então mais tarde, falante.