
Concepção e direção: Paula Diogo e Lígia Soares;
Criação: Paula Diogo, Lígia Soares, Crista Alfaiate e Diogo Alvim;
Interpretação: Paula Diogo, Lígia Soares e Crista Alfaiate;
Música e Sonoplastia: Diogo Alvim;
Desenho de Luz: Rui Monteiro;
Assistência de desenho de luz: Teresa Antunes;
Cenografia: Fernando Eibeiro e Saulo Santos;
Pesquisa Jurídica e acompanhamento ONGDs: André Studer;
Fotografias: João Tuna e Vera Marmelo;
Direção de produção: Má-Criação;
Coprodução: Teatro do Bairro Alto;
Residências de coprodução: O Espaço do Tempo, 23 Milhas, Alkantara;
Apoio financeiro: Fundação GDA;
Apoio ao projecto: República Portuguesa / DGArtes;
Apoio não-financeiro: Câmara Municipal de Lisboa;
Estreia: Teatro do Bairro Alto, Lisboa, Setembro 2022;
Duração: 1h30m aprox.
Classificação etária: M/12
Se a “cultura” é um bem imaterial, o que fazer com o desperdício de materiais na criação de cenários? Decidimos investigar como libertar a criação artística da aquisição de bens perenes para uma atividade de carácter temporário, procurando a significação do tempo em que as coisas úteis se tornam inúteis.
Com O PALÁCIO partimos de uma ação de angariação e redistribuição de bens para converter o teatro num espaço de armazenamento temporário - um depósito – e o espetáculo no usufruto desse momento em que as coisas já não são necessárias e ainda não foram reencaminhadas para poderem voltar a ser úteis. Apesar de oferecermos ao público um espaço atulhado de bens acumulados em casas como sinais de sedentarismo, o espetáculo visa conduzi-lo à errância, convidando-o a vaguear ou a escolher onde descansar. A sua atenção irá, qual respigador em férteis bosques, oscilar entre o detalhe e a paisagem. Tal como quando precisamos de abrir um pacote de bolachas para as comermos uma a uma e depois olhamos esse mar onde o pacote há-de parar um dia.
Artigo no Público - "Um Palácio que vai do excesso ao vazio"